Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Idiomas

Menu
LOGOTIPO8
Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Idiomas

Menu
LOGOTIPO8

RORAIMA: COBIÇA INTERNACIONAL COM NOVAS PERSEGUIÇÕES AOS PRODUTORES RURAIS

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Publicaremos paulatinamente trechos da importante denúncia dos pesquisadores Nelson Ramos Barreto e Paulo Henrique Chaves, membros do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, mostrando a trágica situação de Roraima, estado do extremo norte do Brasil, vítima da agenda indígena.

Capa Roraima

Prefácio

Quando Plinio Corrêa de Oliveira, na década de 70, publicou sua obra Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XX, denunciando a ação do CIMI – Conselho Indigenista Missionário por sua ação subversiva junto aos índios, não foram poucos o que o acusaram de visionário e alarmista.

Nesses 40 últimos anos, no entanto, ficou provado que existe toda uma conspiração internacional formada por ONGS, órgãos da ONU e figuras esquerdistas do Episcopado Brasileiro, atuando em uníssono, visando criar uma questão indígena baseada no falso conceito de que a catequese e a civilização atentam contra os costumes, as crenças e o modo de viver deles.

Missionários, ecologistas fundamentalistas, “pesquisadores” e “agentes” de governos estrangeiros, aos milhares, infiltram-se nos aldeamentos indígenas promovendo sentimentos de revolta e despertando reivindicações as mais diversas contra as autoridades constituídas.

Roraima parece ser o alvo predileto dessa campanha subversiva que se vem estendendo a outras regiões do País. Exemplo disso é o decreto do Governo federal criando novas unidades de conservação naquele Estado, como o futuro Parque Nacional do Lavrado[1]. Os órgãos governamentais responsáveis querem implantá-lo, não por acaso, em mais uma região de fronteira (com a República da Guiana) na região da Serra da Lua.

A última novidade da CPT – Comissão Pastoral da Terra –  e do CIMI é a divulgação do conceito de “territorialidade” segundo o qual vastas regiões da Amazônia e do Brasil seriam transformadas em territórios autônomos para os índios, para os quilombos e para os “sem-terra”. E se isso acontecer, infelizmente, enquanto unidade política e social, a nação brasileira deixará de existir.

Adolpho Lindenberg

Introdução

Roraima ainda não se recuperou da tragédia ocorrida há sete anos com a expulsão de 300 famílias, entre elas uma dezena de arrozeiros, responsáveis por 8% de seu PIB à época, para a criação da terra indígena (eufemismo de nação indígena) Raposa/Serra do Sol, de onde os produtores — alguns com escrituras de 100 anos — foram enxotados de suas propriedades. Agora nova perseguição se abate sobre o Estado.

A febre de demarcações dos governos do PT não cessa. Para perseguir produtores, eles fazem aparecer índios onde nunca os houve; transformam descendentes de negros em quilombolas onde jamais existiram quilombos; espalham favelas rurais como praga em nossos campos com a demagógica Reforma Agrária[1]; erigem parques ecológicos em terras trabalhadas por pioneiros radicados há mais de um século, como agora pretendem fazer na região da Serra da Lua, ao expulsá-los de lá.

O que se passa hoje no Brasil? Que gênero de comunismo a esquerda quer implantar aqui? Em Mato Grosso, 4.000 trabalhadores rurais foram desalojados à força e jogados à beira da estrada, e uma vila inteira foi destruída. No Paraná, planeja-se a desapropriação de 100 quilômetros de terra roxa produtiva da faixa de fronteira para índios paraguaios. Em Mato Grosso do Sul, já são 94 propriedades invadidas e saqueadas por milícias “indígenas”, sendo que continuam impunes, sem que o governo sequer cumpra as ordens de reintegração de posse emanadas da Justiça.

Cobiça internacional

Estes são alguns exemplos do que vem ocorrendo em nosso país, enquanto o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, no dia 16/07/2015, alertou para os riscos de enfraquecimento da soberania do Brasil sobre a parte nacional da Amazônia, em razão de proposta feita por uma ONG para a criação de um corredor ecológico na Amazônia continental, dos Andes ao Atlântico, abrangendo cerca de 1,35 milhão de quilômetros quadrados de nossa Amazônia.

Estado de Roraima estrangulado

Com o Amapá, Roraima tornou-se unidade da federação em 1988, pois não passava de território tutelado pela União. O novo Estado faz parte da Amazônia Legal com área de 224.298,98 km2, pouco menor que o Estado de São Paulo. Com topografia encantadora, situa-se no extremo norte do Brasil, com 95% de suas terras acima da Linha do Equador, limitando-se com a Venezuela e a República da Guiana.

A população de Roraima, segundo dados recentes, mal acaba de atingir 500 mil habitantes. Praticamente 50% de seus 22.429.898 hectares estão ocupados por 32 reservas indígenas. Mais um naco de 14,42% está transformado em parques de conservação.

Mas outras áreas vêm sendo solicitadas pelo Governo federal para a criação de novas unidades de conservação, como o Parque Nacional do Lavrado na região da Serra da Lua. Há ainda um pequeno percentual de áreas militares. Do restante devem ser excluídas da produção — em atendimento ao Código Florestal — áreas de Reserva Legal, 35% das áreas de lavrado[1] e 80% das áreas de mata, e mais 11% da área remanescente para preservação permanente. Se ainda descontarmos os leitos de seus rios, igarapés e suas margens, estradas…

O leitor já se deu conta de que restou pouquíssima terra para se plantar e criar: cerca de 1.500.000 hectares sobre o total de 22.500.000.

De tão engessado que se encontra, Roraima ficou sem meios de se desenvolver. Exemplo elucidativo é a estagnação de sua pecuária. De 1980 para cá o seu rebanho bovino não cresceu, permanecendo com 400 mil cabeças. Contudo, não há antídoto que debele a febre de desapropriação do governo federal. Em virtude do Decreto 6.754, de 2009, do governo Lula da Silva, foram transferidas “gratuitamente” as terras da União para Roraima, mas com a condição de se criar o Parque do Lavrado.

A ser instituído este desnecessário Parque, os sensatos afirmam que ele deveria ser feito numa das inúmeras reservas indígenas. Por exemplo, na terra indígena de São Marcos, que se situa toda dentro do bioma do lavrado. Já os insensatos da FUNAI, do IBAMA e do ICMbio[2] não admitem sequer considerar a hipótese. Segundo eles isso incorreria em “dupla afetação”, ou seja, o parque afetaria área já demarcada para outro fim.

Quanto farisaísmo! Pois para esses mesmos insensatos este parque poderá atingir terras de produtores que trabalham numa região — Serra da Lua — há mais de 100 anos! E depois não é verdade que tal não possa ocorrer, pois há precedente dessa dupla afetação em terras da União dentro do Estado, como a realidade insofismável de a área indígena da Raposa/Serra do Sol ter sido criada no Parque Nacional Monte Roraima!

Para concretizar este diktat do governo Lula, IBAMA, FUNAI, INCRA[3], ICMBio vêm agindo para enxotar cerca de 150 famílias da Serra da Lua, exatamente como procederam com os arrozeiros e as 300 famílias da Raposa/Serra do Sol. Cabe ressaltar que, embora Roraima tenha 3.900.000 hectares de lavrado, 2.200.000 hectares deles já foram transformados em áreas protegidas.

Em seu livro “Parque Nacional do Lavrado: dupla afetação”, Gursen de Miranda salienta que Roraima vem enfrentando intrincada situação fundiária e institucional com relação ao domínio de suas terras, posto que o seu governo não possui praticamente domínio algum sobre a superfície geográfica que deve administrar, ficando à mercê das políticas federais pelo já referido tridente oficial.

Miranda constata que a Reforma Agrária deixou para o Estado uma herança maldita de mais de 5.000 km de estradas vicinais a ser mantidas numa área agro reformada de 1.241.549,600 hectares. Cabe ressaltar que Reforma Agrária só produz miséria e desolação, resultando numa agricultura que sobrevive da derrubada de florestas primárias, para depois as tubas midiáticas fazerem ressoar isso mundo afora, culpando sempre os verdadeiros ruralistas de depredadores da natureza!

Desocupar para entregar a quem?

Enquanto os governos militares mantiveram na Amazônia a política de ‘ocupar para integrar’, os atuais governantes, pautados por perversa política, procedem em direção diametralmente oposta, ou seja, retirar aqueles que há décadas viviam e ainda vivem lá, bem como os que se integraram à região a partir das décadas de 1970 e 1980, hoje qualificados de ‘intrusos’. Para este governo, eles devem deixar aquelas vastas regiões de fronteiras vazias para dar lugar a reservas e parques ecológicos, aliás, com muito poucos índios, mas com inumeráveis ONGs.

Tanto é verdade que o ex-comandante militar da Amazônia, General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, chegou a declarar que fica muito difícil entender a razão de existirem pouquíssimas ONGs se dedicando a socorrer a população nordestina, enquanto centenas de outras trabalham junto às populações indígenas. Para o graduado militar, muitas delas investem milhões de dólares na região. Para ele, não se trata de uma questão de governo, mas questão de Estado, pois afeta a nossa soberania.

Aspecto que chama a atenção é que tais áreas vêm coincidindo sistematicamente com as nossas fronteiras, como poderá ser vista no mapa abaixo.

Mapa
Arco Norte: vastas regiões de fronteiras passaram a ser reservas e parques ecológicos, aliás, com poucos índios, mas com inumeráveis ONGs.

E quem mais atua para a implantação dessas áreas — ‘terras de ninguém’ — são ONGS internacionais. Sob o pretexto de salvar o planeta querem restringir o desenvolvimento de nossas potencialidades, de explorar nossas riquezas, e infelizmente vêm contando com a cumplicidade de nossos recentes governos.

Advertência profética

Se hoje isso ocorre, não foi por falta de advertência. Por ocasião da elaboração da Constituição vigente, em 1987, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, um dos homens mais lúcidos que o Brasil conheceu, denunciou em seu livro Projeto de Constituição angustia o país: “a existência de um plano arquitetado, dentro e fora do País, com vistas à internacionalização da Amazônia e sob o pretexto da defesa das prerrogativas indígenas”. E prosseguiu: “O Projeto de Constituição, ao adotar uma concepção tão hipertrofiada dos direitos dos índios, abre caminho a que se venha a reconhecer aos vários agrupamentos indígenas uma como que soberania diminutae rationis. Uma autodeterminação, segundo a expressão consagrada”.

Citando o então Ministro da Justiça, Paulo Brossard, Plinio Corrêa de Oliveira salientava ainda que “a emenda constitucional patrocinada [à época] pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) ‘comprova a existência de plano preparado pelos que imaginam solapar a soberania nacional por conta de seus interesses’” (op. cit., cap. VII; item 7).

Em resumo: 1) já naquela data, era patente a existência de uma ameaça à soberania nacional sobre a Amazônia; 2) a internacionalização desse precioso pedaço de chão brasileiro estava sendo arquitetada “dentro e fora do País”; 3) e dentro do País, um dos atores mais evidentes dessa pressão para entrega da Amazônia era o Cimi, órgão da esquerda católica, ligado à CNBB; 4) e o pretexto alegado era a defesa das prerrogativas indígenas.

Com efeito, declarações de expressivos líderes mundiais demonstram a cobiça mundial por nossa Amazônia. Entre outras, citamos: Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, em 1989: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”. François Mitterrand, ex-presidente da França: “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. Mikhail Gorbachev, ex-presidente da Rússia, em 1992: “O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes”.

 

* * *

 

Vimos, conversamos, entrevistamos, filmamos e registramos horas e horas de depoimentos dos habitantes daquela recôndita, mas tão aprazível quanto acolhedora, região da Serra da Lua, bem como de autoridades estaduais. Voltamos com farta documentação sobre o que vem ocorrendo lá. Falamos com o Vice-Governador, Paulo César Quartiero, com o Secretário de Planejamento, Dr. Alexandre Alberto Henklain Fonseca, com o indígena Silvestre Leocádio. Outro entrevistado foi o arrozeiro Genor Faccio, também repelido da Raposa/Serra do Sol, além do Dr. Valdemar Albrecht que advogou a causa dos produtores na época.

      • [1] Cedendo a benfazejas pressões, o Governo Federal acabou por publicar um decreto, no final de 2015, desobrigando o estado de Roraima a criar o Parque.
      • [2] Colocamos em letras maiúsculas para designar a reforma de cunho socialista e confiscatório, tão denunciada pelo Professor Plínio Corrêa de Oliveira.
      • [3] Tipo de vegetação semelhante às savanas.
      • [4] Fundação Nacional do Índio; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
      • [5] Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Solve : *
8 + 29 =