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LUFADA DE AR FRESCO

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Em março deste ano ocorreu em Manaus, capital do Estado do Amazonas, um seminário intitulado “Sínodo da Amazônia: contribuições a partir do desenvolvimento sustentável”, como já dissemos em artigo anterior[1].

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Estava presente o Secretário do Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Eduardo Taveira, que mediou um painel de discussões formado por dois cientistas ecologistas. Após ouvir os conhecidos chavões ambientalistas com críticas inclusive a obras de infraestrutura, como hidrelétricas e estradas, o corajoso Secretário, despertando a ira da maioria dos presentes, não se segurou e desabafou:

 

[…] Me parece um pouco que, pela questão da ciência, nós devemos nos resignar com o subdesenvolvimento da nossa área. Soa um pouco que a gente tem a obrigação moral de sermos subdesenvolvidos, relegando o Amazonas à incapacidade de ter estradas. Vou dar um exemplo que até então eu não tinha antes de estar no governo. Com a crise da saúde, foi necessário comprar estoques de soro, de caráter emergencial no Estado. Considerando os problemas logísticos, o soro vindo de avião, porque chegaria em dois dias, o preço seria quase 100 vezes mais caro do que o preço regular.  E a compra emergencial, vindo de navio, demoraria praticamente três semanas até chegar. Então, essa é a emergência que a gente tem.

Será que a gente não tem condições de ter uma inovação para demonstrar como é possível, por exemplo, ter uma rodovia na Amazônia? Será que a gente não consegue avançar na perspectiva da inovação para que a gente possa desenvolver cadeias produtivas da Amazônia que sejam garantidoras, por exemplo, da melhoria dos índices sociais e econômicos do interior do Estado?

2

[…]

É óbvio que o pensamento científico é extremamente relevante para conter os impactos que certamente ocorrerão, como no caso de grandes infraestruturas, como no caso das mudanças climáticas. Mas por outro lado, o da política pública, o não fazer é comprometedor também, porque relega o Amazonas e a Amazônia a não ter outra opção a não ser pesar sobre si o aspecto moral de zelar pela proteção da floresta e fazer com que os outros achem legal, bonito. […] Não estou colocando aqui uma visão desenvolvimentista da região sem considerar o que foi colocado pelo Dr. Phil, pelo Dr. Adalberto; mas como avançar numa direção em que a gente possa dizer: qual é o modelo de desenvolvimento adequado para nossa região, para tirar da pobreza a população, em especial do interior do Estado, as populações tradicionais?

[…]

Eu entendi a perspectiva do não fazer. Mas, para a política pública, o não fazer traz um custo muito alto.

[…]

O que quero dizer é que é capenga a gente ver um ponto de vista sem olhar o outro. É capenga a gente falar que a gente tem 97% da floresta em pé, conservada, e termos um dos maiores índices de pobreza para serem resolvidos. É capenga isso. Acho que a gente não deveria falar somente do orgulho de ter 97% da floresta conservada. A gente tem que falar com orgulho que 97% da floresta conservada permite tirar milhões de pessoas da pobreza.

[…]

Eu reconheço aqui o papel da ciência com os alertas que traz a respeito de que políticas mal planejadas podem comprometer o futuro da nossa região. Mas a gente não pode deixar de agir, de atuar, porque senão a gente também não vai ter futuro algum. Nós não estamos diante de um desafio fácil de ser resolvido. Não estamos. E contar uma parte da história é tão ruim quanto deixar de falar a verdade. Não apontar caminhos é tão grave quanto não apontar os problemas. Esse é o desafio que a gente tem.

Reconhecer o papel da ciência, da problematização, é extremamente importante, mas não apontar os caminhos é bastante preocupante, bastante deficiente do ponto de vista de trazer a resolutividade para problemas concretos da vida das pessoas, em especial do interior do Estado do Amazonas[2]. […]

 

Quem conhece Manaus sabe o quão úmido e abafado frequentemente o tempo pode ser. E como é deleitável quando há uma lufada de vento, aliviando momentaneamente o calor.

Não queremos dizer que concordamos com tudo o que disse o ilustre Secretário, mas é inegável que seu discurso foi uma lufada de ar fresco num evento (meio vazio, é verdade) de esquerdistas radicais, ambientalistas catastrofistas e, pior, ativistas da malfadada Teologia da Libertação.

 

[1] Link para o artigo.

[2] https://www.youtube.com/watch?v=C247AjIGtds

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