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PROMOÇÃO DA AGENDA “VERDE” NO PONTIFICADO DO PAPA FRANCISCO

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Capítulo 3

Promoção da agenda “verde”, da governança mundial e de uma mística ambígua em relação à “Mãe Terra”

Segundo a doutrina social da Igreja reiterada muitas vezes —, há questões sobre as quais os católicos são obrigados a ter uma posição homogênea, como, por exemplo, em matéria de aborto, divórcio, estrutura natural do matrimônio. Outros temas, pelo contrário, são deixados ao julgamento da consciência bem formada dos fiéis. Abraçando a ideologia ambientalista, o Papa Francisco, porém, estabelece um novo paradigma.

Laudato-si-casa-comum-184x300A encíclica Laudato Sì assume as teorias ecológicas catastrofistas — apesar de não existir um fundamento científico definitivo em apoio delas — e convida os fiéis a se empenharem prioritariamente nessas causas, em lugar daquelas nas quais eles devem falar com uma só voz, como a defesa da vida. A Santa Sé vem organizando nos últimos anos congressos internacionais, oferecendo uma tribuna a expositores que sempre promoveram a redução da população mundial (mediante a contracepção e o aborto) para “poupar” o planeta Terra. E não apenas isso. Como afirmou uma alta figura do Vaticano, pela primeira vez na história a agenda do Vaticano coincide com a das Nações Unidas, a qual se opõe em muitos pontos à verdade católica.

Em julho de 2014 o Papa Francisco caracterizou a preocupação pelo meio ambiente como “um dos maiores desafios de nossa época”, dando-lhe uma nota teológica: é preciso “converter-se a um desenvolvimento que saiba respeitar a criação […] Esse é o nosso pecado: explorar a terra e não deixar que ela nos dê aquilo que ela tem dentro”[1].

Lançamento de encíclica ecológica de mãos dadas com a ONU

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Hans Schellnhuber, defensor da ideia de que a população humana da terra não deveria passar de 1 bilhão.

Poucos meses antes de três reuniões cruciais da ONU sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o Papa Francisco publicou a encíclica Laudato Sì[2], fazendo de um lado ouvidos moucos às recomendações de um grupo consistente de teólogos, cientistas e economistas[3] e, de outro lado, pedindo a colaboração de intelectuais controvertidos como o ex-frade Leonardo Boff[4], adepto da Teologia da Libertação, ou Hans Schellnhuber[5], um membro do fracassado Club de Roma, simpático à “teoria Gaia”[6], promotor de uma Constituição da Terra, de um Conselho Global eleito pela população mundial e de uma Corte Planetária com jurisdição universal[7], além de defensor da ideia de que a população humana da terra não deveria passar de 1 bilhão. Em 1970 Schellnhuber previu que o fim dos recursos renováveis se daria em 1990 (!). Suas propostas são tão radicais, que o insuspeito New York Times o descreveu como “um cientista conhecido por sua posição agressiva em políticas relativas ao clima”[8].

Como preparação ao lançamento da encíclica, o Vaticano sediou uma jornada consagrada às mudanças climáticas, com a finalidade de “chegar a um consenso sobre o fato de que os valores do desenvolvimento sustentável são coerentes com os valores das principais tradições religiosas” [9]. O colóquio teve como expositores, entre outros, o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o ex-presidente esquerdista do Equador, Rafael Correa, e o já citado economista Jeffrey Sachs, favorável ao controle da população através do aborto.

O próprio Hans Schellnhuber tomou parte da conferência de imprensa por ocasião do lançamento da Laudato Sì e mais tarde foi admitido como membro da Academia Pontifícia de Ciências.

 

O livro pode ser lido na integra na pagina: https://ipco.org.br/a-mudanca-de-paradigma/

 

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